Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

 

 

A recente deliberação da Câmara Municipal da Praia em promover o consumo do Festival de Música da Gamboa - mais do há muito aguardada e bem-vinda – é um convite ao seguimento desta decisão pelas outras edilidades que, até aqui, vem se assumindo como produtores culturais em detrimento do incentivo à criação, promoção e produção culturais.

 

Já no Sal, a decisão da Autarquia em concessionar a produção e realização do Festival de Santa Maria à privados – uma experiencia já vivida em S.Vicente – vem também realçar essa nova atitude com que os municípios encaram a cultura, enquanto produto.

 

O país é servido de uma razoável rede de produção e promoção cultural pelo que, a nosso ver, a produção cultural de eventos do género por entidades privadas tem todos os condimentos essenciais para que esses mesmos eventos sejam pesados enquanto produto e longe da mera exibição de soberania com que, em muitos casos, se pretendem fazer deles os seus promotores; porque despidos de critérios de produção cultural e avaliação que traduzam os resultados pretendidos.

 

Este é, digamos, um dos muitos passos necessários para que essas produções possam trazer mais-valia ao quadro institucional da Cultura em Cabo Verde, precisamente na área em que o país mais se revê culturalmente – a música. Enquanto produto cultural os festivais de música não conseguiram, durante as décadas da sua existência, congregar no palco uma identidade que os diferenciasse dos demais.

 

 Cremos ser agora a hora da intervenção dos produtores e agentes culturais no sentido de dotar cada festival e/ou edição de uma marca cultural apropriada às exigências do mercado actual e condizente com os valores de cada ilha/região em que se insere. Cremos que não é fazível 21 festivais de música ( o da Calheta de São Miguel é dedicado ao Batuco) entre Maio e Setembro de cada ano sem que haja uma clara diferenciação identitária entre esse colectivo.

 

Do ponto de vista financeiro é insustentável assim como inacessível à maior parte dos cabo-verdianos. Seja como for, pioneira decisão da autarquia da Praia é um primeiro passo para que os produtores culturais possam ver na realização do Festival da Gamboa  uma ocasião   para se assumirem enquanto agentes activos da economia. São múltiplas as oportunidades que se apresentam e as vantagens parecem-se maiores do que as dificuldades que, obviamente, esbarram na actual situação económica e financeira.

 

As experiencias e a realidade internacional dão razão às instituições públicas que deixam a produção cultural à sociedade civil e suas empresas; criando riquezas aos cofres públicos, em consequência trazendo amiúde  a tão propagandeada economia de cultura.

 

Está quase tudo por fazer – é certo – mas para esta primeira edição, em que os consumidores vão ter que pagar para assistir ao Gamboa, cremos – há três meses do evento – ter o palco acima do joelho para tão desafiante propósito. Afinal, o consumidor ao pagar exige qualidade e esta passa não só pelo cartaz e segurança mas e também pelo conforto logístico. Qualquer que seja o montante do investimento o retorno  é, evidentemente, compensado.

  

Quem saiba esteja aqui uma resposta à repassada  queixa dos agentes culturais em como "não há apoio à cultura!". Eis um exemplo de auto-financiamento que poder-se-á, proximamente, experimentar-se em novas áreas do expressar cultura, como o Carnaval e as Festas Juninas, porque não?


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publicado por Elisângelo Ramos às 18:21
Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2013

Leitores e amigos,


Submeto à Vossa apreciação a proposta de realização de realização do Programa Rádio Mindelo, em regime de co-produção.

 

Estamos abertos à opiniões  para melhor expandirmos  o projecto. Queiram  observar as linhas gerais da proposta e comentar.

 

 

Atenciosamente,

 

Elisângelo Ramos

 

Jornalista/Produtor

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO 

 

Em termos de comunicação para uma “cidadania cultural” são ainda insuficientes os projectos que ampliam as práticas culturais da população. 

 

São precisos, pois, projectos e iniciativas que permitam à população, por um lado, interagir com as experiências culturais que a rodeia e, por outro, dar-lhe ferramentas que fomentem a criação e produção culturais. Nosso propósito é, justamente, fomentar e ampliar o acesso da população à cultura.

 

Apesar de cabo Verde ser um País reconhecido por uma vasta cultura, temos poucos espaços de divulgação cultural nos meios públicos e privados de Comunicação Social.

 

Não raras vezes, todos os esforços dos produtores de informação cultural, centram-se no relato noticioso das actividades. Seja um filme, uma peça teatral, um espectáculo de dança, um fórum, uma exposição ou um livro; a informação se esgota na notíciaem si. Faltaa consideração de que a acção cultural só se completa, de facto, quando é compreendida pelo público.

 

Partilhando este mesmo sentir das autoridades, criadores e produtores culturais, decidimos pela elaboração, apresentação, produção e realização do programa Rádio Mindelo; Jornalismo Cultural.

 

 

RESULTADOS ESPERADOS

 

  Com a difusão  do objecto deste Projecto os criadores e, sobretudo, os produtores e agentes culturais ficarão na posse de conhecimentos que lhes permitam, por exemplo, saber elaborar e formatar projectos de âmbito cultural; enquadrar projectos na Lei do Mecenato; saber os factores que valorizam projectos; conhecer as fontes de financiamento e proceder convenientemente à captação de recursos; elaborar planos de marketing cultural;

 

  Criar um canal para a informação e divulgação dos acontecimentos culturais do País, das iniciativas da população, da legislação aplicável ao sector, bem assim de exemplos empresariais na promoção da Cultura nacional são também resultados a atingir;

 

  Esta iniciativa deverá resultar num desafio aos demais produtores para que à Cultura seja dado o devido e merecido destaque no panorama audiovisual cabo-verdiano, ao nível multimédia: Internet, Televisão ou Rádio. Outrossim, através de acções - em parceria com instituições culturais e figuras de inegável competência técnica – deverá fomentar acções  culturais que sejam a um tempo enriquecedor da nossa identidade nacional e contribuam para a sustentabilidade económica do País e sua Cultura.

 

 

 

OBJECTIVOS

  • Informar a população sobre a produção cultural em Cabo Verde e, por outro, formar e estimular o produtor cultural de forma a melhor empreender os seus projectos culturais;
  •  
  • Ser um espaço para a divulgação, o debate e a compreensão dos aspectos tradicionais da cultura cabo-verdiana e, ao mesmo tempo, de promoção dos novos talentos e das novas tendências na área das artes e do espectáculo;
  •  
  • Colocar à disposição dos empreendedores culturais um conjunto de informações capazes de fomentar iniciativas culturais que contribuam para o reforço da identidade nacional e sejam sustentáveis do ponto de vista económico.

 

 

FORMATO

 

Dinâmico, ritmado e directo ao foco. O Programa é  apresentado em locais públicos ou privados bem assim em estúdio, podendo ser gravado ou emitido em directo.

 

Cada edição aborda  um tema voltado para a tradição cabo-verdiana; apresenta as iniciativas culturais e, desvenda a cultura nos bairros – percorrendo quase todos os géneros Jornalísticos.

 

Propomos realizar reportagens sobre o pulsar cultural do País; debater os assuntos que enformam os aspectos tradicionais e actuais da Cultura nacional; retratar os criadores e produtores; incentivar a critica e o comentário à actividade artística e cultural.

 

Há ainda, a agenda cultural, com sugestões de lazer e entretenimento. Além disso o programa cobrirá actividades como conferências, lançamentos, feiras e ou mesmo festas de romaria e festivais.

 

Trata-se, pois, de um programa do género jornalístico mas com um forte pendor educativo

O Programa é emitido todos os dias úteis, com 55 minutos de duração, em horário a indicar.

 

 

 

 

MONTAGEM FINANCEIRA

 

Para a materialização do Projecto em termos de recursos financeiros vão os proponentes submeter o seu financiamento à instituições públicas e privadas.

 

Em contrapartida propomos, através de um pacote que inclua a marca do patrocinador no inicio e na ficha técnica dos programas, e nas promoções dos mesmos, bem assim em cartazes, camisolas e convites reforçar a imagem institucional das marcas e/ou instituições públicas ou privadas que financiem ou patrocinem o presente projecto. Propomos, também, promover publi-reportagens, quando o patrocínio assim o ditar.

 

A produção e difusão dos conteúdos deste projecto são asseguradas em regime de co-produção, em que a operadora (Rádio Nova) garante os meios técnicos (estúdio + difusão) para a gravação e/ou emissão   dos programas bem assim a sua difusão em sinal aberto, entre Janeiro e Dezembro de 2013.

 

 

 

PROPONENTE

 

Jornalista desde 1997, formado em "Jornalismo Radiofónico, Televisivo e Imprensa Escrita". Elisângelo Ramos foi, até bem pouco tempo (Abril de 2011), Editor e  repórter da Rádio de Cabo Verde (RCV), na cidade da Praia e produtor de programas culturais.

 

Em 1996 passou a fazer parte do grupo de colaboradores da, então, Rádio Nacional de Cabo Verde, passando, mais tarde (1997), a integrar o quadro da Radiotelevisão Cabo-verdiana, recém-criada.

 

Durante estes anos em que esteve  na rádio pública realizou trabalhos em todas as áreas - Politica, Sociedade e Cultura, tendo-se destacado na vertente cultural. Começou a actividade radiofónica na Rádio Nova - Emissora Cristã de Cabo Verde (1993), onde produziu e apresentou vários programas de índole cultural.

 

Foi correspondente da Rádio Canal África de Joanesburgo (1998/99), correspondeu com a Lusa, Agência Portuguesa de Notícias e colaborou com a Agência Cabo-verdiana de Notícias, Inforpress. Tem colaboração em vários sítios cabo-verdianos.

 

Frequentou, até agora, mais de uma dezena de formações em áreas especificas do Jornalismo e da Rádio, tendo, recentemente, frequentado, em Luanda, uma formação intensivaem Jornalismo Cultural, promovida pela Academia Voz da Alemanha. É formado em "Produção Cinematográfica" - Mindelo 1996.

 

Participou em três filmes rodados em Cabo Verde, como assistente de produção,  e em dois como actor secundário.  Cursadoem Expressão Corporal e Vocal, pelo Instituto Camões – Centro Cultural Português, Mindelo (1993/1996) e é co-fundador da Associação Artística e Cultural MINDELACT - Mindelo (1995).

 

Na década de 90 – em colaboração – com a Editora Sons d' África lançou vários discos de músicos tradicionais de Cabo Verde.

 

 

ORÇAMENTO

(em regime de co-produção)  

 

Designação

Custo

Sub-total

Equipamentos e material informático

93.000.00

93.000.00

Deslocações nacionais

294.000.00

294.000.00

Transporte terrestre

30.000.00

30.000.00

Comunicações

85.000.00

85.000.00

Perdiam: Ajudas-de-custo e perdiam

180.000.00

180.000.00

Consumíveis

45.000.00

45.000.00

Prémios

50.000.00

50.000.00

Jornalismo + Realização e Apresentação

25.000.00 x12

300.000.00

Assistência de Produção

15 x 12

180.000.00

Gratificações

20.000.00

20.000.00

 

TOTAL

São: (1.277.000.00) Mil, Duzentos e Setenta e Sete escudos

  



publicado por Elisângelo Ramos às 11:30
Sexta-feira, 04 de Janeiro de 2013

Breve Memória Descritiva dos Programas:

 

Nome

Conteúdo

Repórter Cultural

 

Faz-se da Agenda Cultural, realçando os eventos reportados pelo Jornalismo Terra-Activa. É emitido às segundas e sextas-feiras, entre as 16 e as 16h50mn.

 

 

Monte Cara

 

 

 

Faz-de de relatos de projectos empreendedores e que sejam exemplos de sucesso profissional, social e de desenvolvimento comunitário.

Terra – Activa' Serviço

 

É a página publicitária em que é feito o agradecimentos aos parceiros, patrocinadores e apoiantes do Projecto. Contém entrevistas, música e reportagens.  

Saúde em Casa

 

 

 

É a rubrica sobre dicas de saúde. Inclui entrevistas a especialistas em matérias várias sobre a saúde geral. É emitido todas as quintas-feiras; à hora habitual do Programa

 

Colá-Tambor

 

 

Vai à procura das festas de romaria e tenta trazer o som e  o fazer dessas tradições às antenas de Terra-Activa. Sai todas as quartas-feiras.

 

Decisão Social

 

 

As terças-feiras propomos uma entrevista de fundo à responsáveis em diversos campos. Inclui a participação de ouvintes que assim podem colocar questões aos entrevistas. É em directo e saí entre as quatro da tarde e as cinco horas.



publicado por Elisângelo Ramos às 12:11
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