Segunda-feira, 09 de Abril de 2012

 

 

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Ligamos Gerações

 

 ... a partir de 23 de Abril de 012

 

 

Em termos de comunicação para uma “cidadania cultural” são ainda insuficientes os projectos que ampliam as práticas culturais da população.
São precisos, pois, projectos e iniciativas que permitam à população, por um lado, interagir com as experiências culturais que a rodeia e, por outro, dar-lhe ferramentas que fomentem a criação e produção culturais. Nosso propósito é, justamente, fomentar e ampliar o acesso da população à cultura.

 

É que apesar de cabo Verde ser um País reconhecido por uma vasta cultura, temos poucos espaços de divulgação cultural nos meios públicos e privados de Comunicação Social.

 

Não raras vezes, todos os esforços dos produtores de informação cultural, centram-se no relato noticioso das actividades. Seja um filme, uma peça teatral, um espectáculo de dança, um fórum, uma exposição ou um livro; a informação se esgota na notícia em si. Falta a consideração de que a acção cultural só se completa, de facto, quando é compreendida pelo público.

 

Partilhando este mesmo sentir das autoridades, criadores e produtores culturais, decidimos pela elaboração, apresentação, produção e realização do Projecto Via Activa.net – Jornalismo Cultural

 

OBJECTIVOS:

 

Informar a população sobre a produção cultural em Cabo Verde e, por outro, formar e estimular o produtor cultural de forma a melhor empreender os seus projectos culturais;

 

Ser um espaço para a divulgação, o debate e a compreensão dos aspectos tradicionais da cultura cabo-verdiana e, ao mesmo tempo, de promoção dos novos talentos e das novas tendências na área das artes e do espectáculo;

 

Colocar à disposição dos empreendedores culturais um conjunto de informações capazes de fomentamentar  iniciativas culturais que contribuam para o reforço da identidade nacional e sejam sustentáveis do ponto de vista económico.

 

RESULTADOS ESPERADOS:

 

Com a difusão do objecto deste Projecto os criadores e, sobretudo, os produtores e agentes culturais ficarão na posse de conhecimentos que lhes permitam, por exemplo, saber elaborar e formatar projectos de âmbito cultural; enquadrar projectos na Lei do Mecenato; saber os factores que valorizam projectos; conhecer as fontes de financiamento e proceder convenientemente à captação de recursos; elaborar planos de marketing cultural;

 

Criar um canal para a informação e divulgação dos acontecimentos culturais do País, das iniciativas da população, da legislação aplicável ao sector, bem assim de exemplos empresariais na promoção da Cultura nacional são também resultados a atingir;

 

Esta iniciativa deverá resultar num desafio aos demais produtores para que à Cultura seja dado o devido e merecido destaque no panorama audiovisual cabo-verdiano, quer seja Televisão,  Rádio e Internet;

 

Outrossim, através de acções – em parceria com instituições culturais e figuras de inegável competência técnica – deverá fomentar acções culturais que sejam a um tempo enriquecedor da nossa identidade nacional e contribuam para a sustentabilidade económica do País e sua Cultura.

 

NECESSIDADES:

 

Recursos Humanos (Jornalistas, Locutores, Repórter de Imagem, Relações Publicas, Produtor, apresentador, Editor e Realizador) e Recursos Materiais (câmeras e acessórios, microfones e acessórios, maquina fotográfica digital, computador, comunicação, transporte e alojamento).

 

MEIOS:

 

Para a materialização do Projecto, em termos de recursos financeiros vão os proponentes submeter o seu financiamento à instituições públicas e privadas.

 

Em contrapartida propomos, através de um pacote que inclua a marca do patrocinador no inicio e na ficha técnica dos programas, e nas promoções dos mesmos, bem assim em cartazes, camisolas e convites reforçar a imagem institucional das marcas e/ou instituições públicas ou privadas que financiem ou patrocinem o presente projecto.

 

A produção e difusão dos conteúdos deste projecto são  asseguradas em regime de có-produção, em que as operadoras de Tv e Rádio  garantem os meios técnicos  para a gravação e pós-produção dos programas bem assim a sua difusão em sinal aberto.

 

CONTEÚDO PROGRAMA:

 

 O Programa será apresentado em locais públicos ou privados.

 

Cada edição abordará um tema voltado para a tradição cabo-verdiana; apresenta as iniciativas culturais e, desvenda a cultura nos bairros – percorrendo quase todos os géneros Jornalísticos.

 

Propomos realizar reportagens sobre o pulsar cultural do País; debater os assuntos que enformam os aspectos tradicionais e actuais da Cultura nacional; retratar os criadores e produtores; incentivar a critica e o comentário à actividade artística e cultural.

 

Haverá, ainda, a agenda cultural, com sugestões de lazer e entretenimento. Além disso o programa cobrirá actividades como conferências, lançamentos, feiras e ou mesmo festas de romaria e festivais.

 

Tratar-se-á, pois, de um programa do género jornalístico mas com um forte pendor educativo.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

 

Estamos certos do quão ingrato e difícil seria procurar medir o acesso da população a cultura através dos Órgãos de Comunicação Social, porquanto, não há, ainda, indicadores estatísticos que nos favoreçam a análise ao foco.

 

Contudo, por um lado, é notório o fraco aproveitamento que os Média têm tirado da vasta oferta cultural que o País tem para o enriquecimento da programação que se lhes exige. Por outro lado é notável o esforço dos profissionais  em elevar a Cultura a patamares maiores.

 

Entretanto, para uma maior expressão das várias correntes de pensamento e criações sócio-culturais, bem assim a contínua procura pela diversidade sócio-cultural, torna-se premente a multiplicação de canais de difusão cultural.

 

Convém sublinhar, também – que num País em que a maioria da população está, ainda, arredada dos habituais círculos tradicionais de divulgação artística, cientifica e cultural; nem sempre os meios de Comunicação Social têm sabido ser o porta-voz das iniciativas populares.

 

Urge, pois, apostar em projectos inovadores e consequentes: fazer da informação cultural uma aposta de desenvolvimento, baseado em valores e meios que possibilitem o acesso ao desenvolvimento harmonioso do País.

 

Cabo Verde é um País que mexe e em cujo território a Cultura, nas suas mais diversas formas de expressão, tem por cá granjeado a morabeza de crianças, mulheres e homens que dela fazem não só deleite espiritual mas também ocupação social, profissional e mesmo de transmissão de valores que nos identificam como ser Cabo-verdiano.

 

EQUIPA, AUTOR e RESPONSÁVEL:

 

O Projecto   é desenvolvido por uma equipa de cinco profissionais de várias áreas da produção e do Jornalismo. A autoria e responsabilidade são de Elisângelo Lopes Ramos; Jornalista desde 1997. Formado em Jornalismo Radiofónico, Televisivo e Imprensa Escrita.

 

Foi durante anos  Editor de Cultura da Rádio de Cabo Verde e Produtor de Programas Culturais.

 

Começou a actividade radiofónica na Rádio Nova – Emissora Cristã de Cabo Verde (1993) onde produziu e apresentou vários programas de índole cultural. Foi correspondente da Rádio Canal África de Joanesburgo (1998/99). Correspondeu com a Lusa, Agência Portuguesa de Notícias.

 

Foi colaborador da Agência Cabo-verdiana de Notícias, Inforpress (Santiago’2008). Tem colaboração em vários sites cabo-verdianos.

 

Durante a carreira jornalística tem frequentado vários cursos em audiovisual (rádio e tv), nomeadamente formação em “Cobertura Eleitoral” (Praia, 2006), “Género e Desenvolvimento” (Praia’2007), “Ambiente e Desenvolvimento” (Praia, 2008), “Animação Radiofónica” (Praia’2008), “Jornalismo Cultural” (Luanda’2009); para além de participação em vários seminários sobre temáticas diversas.

 

É formado em Produção Cinematográfica, Mindelo 1996. Participou em três filmes (O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, Black Dju e Fintar o Destino) rodados em Cabo Verde como assistente de produção.

 

Em dois como actor secundário. Cursado em Expressão Corporal e Vocal pelo Instituto Camões – Centro Cultural Português, Mindelo (1993/1996).
Foi membro do durante três anos do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo (1993/96). É Fundador da Associação Artística e Cultural MINDELACT, Mindelo (1995). Foi có-fundador Associação “Nova Aurora Escrita” (Mindelo’1994).

 

Na década de 90 – em colaboração – com a Editora Sons d’África – lançou vários discos de músicos cabo-verdianos. Do seu percurso consta ainda a escrita de biografias de vários compositores da música cabo-verdiana.

 

Actualmente, desligado da RTC, desenvolve o Projecto Terra-Activa.



publicado por Elisângelo Ramos às 19:32
Domingo, 01 de Abril de 2012

Bispo de Mindelo, na Eucaristia de Ramos: “É preciso parar a prática e seguir à Deus; procurando a sua casa”.

 

 

Foram com estas palavras que o Bispo do Mindelo desafiou os Católicos ‘não-práticantes’ a procurarem a Igreja como “casa de Deus” e não se deixarem ficar “por comportamentos não condizentes”. Dom Ildo Fortes presidiu à missa de Domingo de Ramos, na Paróquia de Nossa Senhora da Luz, anunciando a chegada da Semana Santa.


A Comunidade Católica mobilizou-se bem cedo, neste domingo, primeiro de Abril, e acorreu em massa às duas paróquias da ilha (Nossa Senhora da Luz, e São Vicente) onde as duas missas ocorreram em simultâneo.
Junto à Igreja Matriz, no centro da Cidade, sob um abrasador calor, Dom Ildo Fortes, ladeado por sacerdotes, pregou a liturgia referindo-se à Jesus Cristo como “aquele que humilhou à Si próprio; por isso Deus O exaltou”. Em São Vicente, ainda, na tarde, deste que é, também, o último domingo, da Quaresma, celebra-se missa na Comunidade Piscatória de Salamansa, no norte da ilha.

 

… e reforça apelo à Juventude


Por coincidência o primeiro de Abril é o Dia Mundial da Juventude. O Bispo de Mindelo, numa mensagem também escutada pelas centenas de jovens presentes, leu os desafios que se apresentam aos jovens; apelando para uma cultura de não-violência; em observância aos princípios cristãos. “Este é um apelo que queremos sejam porta-vozes nas vossas comunidades”, disse Dom Ildo Fortes.
De se recordar que terça-feira, 03, o Bispo da Diocese do Mindelo concelebra com todos os padres da diocese, na Igreja de Nossa Senhora da Luz, a missa do primeiro aniversário da sua ordenação episcopal.



publicado por Elisângelo Ramos às 15:27
Segunda-feira, 26 de Março de 2012

 

“Cabo Verde na Lusofonia” é tema da exposição do artista plástico Fernando Morais, Nóia. A exposição decorre no Centro Cultural do Mindelo e enquadra-se na programação do Março - mês do teatro. O artista aplica, nesta exposição, uma técnica inovadora. A mostra reúne 12 quadros pintados com recurso a óleo sobre tela - fruto de um ano de trabalho. 

 

Nascido na ilha de São Vicente, Nóia, ganhou o gosto pela arte desde cedo. A primeira exposição aconteceu há 25 anos; aquando da escola primária. Nóia estudou Realização Plástica de Espectáculos, na Academia Contemporânea de Espectáculos, no Porto, Portugal. 

 

Noviactual percorre, agora, os corredores da mostra, na acompanhia do criador de “Cabo Verde na Lusofonia”. 

 

- Porquê este tema? 

 

Fernando Morais (Nóia): Por que se trata de um tema ainda por explorar em Cabo Verde resolvi aventurar-me. A exposição ainda está incompleta, pois tenho ainda algumas peças em construção. Na próxima exposição ficará mais completa.

 

- Foi moroso o processo criativo desta exposição?

 

Há um ano que estou a preparar esta exposição. No mês de Junho/Julho levei parte dessa exposição para Boa Vista enquadrado nas festas do município de Sal Rei, mas lamentavelmente tive um contratempo com a organização municipal e tive que vender parte das peças à turistas. Depois comecei tudo de novo com novas peças dentro do tema.

 

 

 

 

Inspiração e processo criativo

 

 

Fernando Morais (Nóia): Tudo me inspira, depende do estado de espírito. Qualquer coisa é suficiente para me inspirar.

 

- O que mudou no teu processo de criação?

 

Há quem diz que ‘mudam-se os tempos, mudam-se as vontades’. Houve tempo em que gostava de pintar paisagens, outros em que gostava de pintar nus, mas agora estou muito mais maduro na arte, pinto outros motivos os quais nem sempre as pessoas têm o hábito de apreciar no dia-a-dia. Gosto sempre de surpreender. Talvez algumas pessoas não se sintam surpresas. A maioria contudo está surpreendida, pelo menos, na parte técnica que aplico nesta exposição. É uma técnica inovadora, o que para mim é simplesmente um prelúdio para melhor. 

 

Nóia: um artista apioado pelos seus

 

- Com que patrocínios conta para esta exposição? 

 

Infelizmente ou felizmente eu é que patrocíno as minhas obras. Os meus familiares e amigos é que me apoiam. A mostra não é uma exposição venda, porque em São Vicente não se compram peças pelo menos da minha parte.

 

- Quer dizer que não há incentivos à arte em Cabo Verde?

 

A questão de apoiar é muito complicado. Não fomos educados para ser apreciadores. Os sucessivos governos não têm dado prioridade ao ensino da arte em Cabo Verde, por isso, não temos um povo apreciador da arte. 

 

- Já agora quando é que começaste a pintar?

 

Desde sempre, a minha primeira exposição foi há 25 anos, quando ainda andava na escola primária, de lá pra cá foi algo meio atabalhoado. Cinco, sete anos de pausa intermediando exposições. A última exposição que fiz foi há cinco anos na ilha do Sal e, tive bom resultado. 

 

O artista revela gostar de surpreender, por isso, traz em todas as suas exposições algo novo, invulgar; sempre com uma vertente educativa: “As minhas exposições têm sempre uma vertente educativa. Todos os visitantes aprendem sempre alguma coisa. No caso da ‘Lusofonia’, que é tema da exposição, há muito por contar. Infelizmente é uma história que não tem sido contada devido a cultura que não se ensina e por isso estamos perdendo muita coisa por essa falta de conhecimento transportado.“

 

Nesta entrevista ao Noviactual, o artista plástico mindelense, fala da exposição, patente do Centro Cultural do Mindelo, e das suas inquietações relativamente à arte em Cabo Verde. Nóia mostra-se descontente pela forma como a pintura está a ser vulgarizada: - “é que no tocante às artes plásticas, à pintura em si, merecem maior respeito. Tenho visto 'formadores' que dizem formar pessoas para ganhar vida nas artes plásticas, nomeadamente pintura. Acho que é uma forma de vulgarizar a arte, pois, a pintura é nobre, precisa de muito estudo e trabalho. Não é coisa para brincadeira como andam a fazer por aqui.” 

 

De se agendar que no próximo mês de Maio, Fernando Morais expõe “Cabo Verde na Lusofonia” na ilha de Santiago; nas cidades da Rª Grande de Santiago (Cidade Velha), Praia e Assomada.

 

Fonte: Noviactual



publicado por Elisângelo Ramos às 20:04
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Elisângelo Ramos
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Olá :)Este post está em destaque Na Rede na homepa...
A Gala 'vozes Femininas' foi uma boa iniciativa. ...
Meu caro,Cabe-nos apurar os factos. Prometemos ir ...
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