Sexta-feira, 30 de Março de 2012

Cabo Verde no " Jogo de Gato e Rato, enquanto os Cães ladram – gratuitamente"

 

 

Diz o ditado " Enquanto os cães ladram – a caravana passa". A Caravana é esta montanha de bandidos (empoderados e empobrecidos). Conta o provérbio que " Cão que ladra – não Morde".

 

 

 

Para engordar a vergonha nacional , perante toda a Nação, e aos olhos do mundo, se assiste em Cabo Verde à um tremendo e inédito quotidiano; só comparável ao Estado onde a Autoridade deste mesmo Estado é posto no Chão por quem deveria zelar pelo cumprimento das leis da República.

 

 

Os Jornalistas (ainda que sejamos, ingloriamente, acusados de sermos o "responsável" pelo estado de lástima em que se encontra este país) lia que, temos denunciado em notícias e artigos de opinião a cambada de malfeitores e lesa-pátria que saquearam e saqueiam, ainda, hoje, a tranquilidade, o erário público, as nossas prisões, os nossos tribunais, o nosso mar, nossas ruas, tranquilidade, nosso passado, futuro e presente – ante o beneplácito dalguns juízes que – por razões que o cabo-verdiano bem desconfia – dizia, um punhado de gente do foro que, sem motivos aparentemente legais (de interpretação da lei dizem) mandam com TIR (Termo de Identidade e Residência) aqueles que à barba cara dos meritíssimos se afinam como criminosos.  

 

 

O caso das notas falsas, posto em liberdade sob TIR, é ilustrativo de como se consegue ludibriar as fianças da Justiça ainda que se pague à troco de milhares de notas falsas.

 

Porque as verdadeiras foram gastas na operação da Policia Judiciaria, cujos agentes têm motivos de sobra para se sentirem diminuídos e assaltados no seu brio policial e/ou profissional. Digo que o dinheiro foi gasto e não investido. Investimento, julgo, seria caso fosse mandado para a Cadeia esse cidadão.

 

É tanto  por escrever que começo a pensar se não seria boa ideia, mudar de profissão. De cidadão limpo à bandido! Pelo menos estaria sob TIR e longe da verdadeira aplicação/interpretação dos Códigos que regem a nossa tamanha Injustiça para com aqueles operacionais que 24 horas por dia garantem um sono menos pesado aos futuro dos nossos filhos.

 

Elisângelo Ramos

 

 



publicado por Elisângelo Ramos às 15:54
Sexta-feira, 23 de Março de 2012

 

Assim se descreve os hábitos de razoável parte da população mindelense; embrenhada no provérbio popular: depois de passar sabe – morrer tanto faz. Parece ter voltado os tempos de Mindelo áureo em que ante a fartura económica a vida boémia pouco importava ao futuro da ilha.

O futuro vive-se agora no presente e as anteriores gerações ao legarem um passado mal construído deixaram marcas que, agora, cruzam cruelmente o dia-a-dia dos sanvicentinos.

 

Na ilha do Monte-Cara são risíveis as críticas que se fazem aos poderes instituídos quando acusados de inércia e de sufoco desta cidade fundamental ao desenvolvimento global do País. Se culpas houverem devem ser assacadas, também, àqueles que governaram o território desde a era colonial. 

 

Mas se de nada vale chorar sobre o leite derramado é hora do Governo, a Câmara e Assembleia Municipais despertarem-se para a situação pouco favorável ao desenvolvimento de São Vicente. O Governo tem adiado sucessivamente os projectos e programas enunciados para a ilha.

 

A Câmara Municipal dá mostras de pouco pragmatismo. Os jovens, senhores da força de trabalho, ignoram o próprio futuro. A Comunicação Social sedeada e/ou delegada na ilha pouco relata da realidade socioeconómica de São Vicente.

 

 A maioria dos mindelense, ainda que em círculos fechados culpam a cidade da Praia (poder central) e os beneficiários dos projectos em curso em Santiago como sendo os detractores de Mindelo e “donos” do país que deveria ser cabo-verdiano e não apenas santiaguense. Ouve-se, amiúde, e as vezes com laivos de puro bairrismo à opiniões infundamentadas de como os “badius” é que têm tudo; enquanto a regionalização não avançar.

 

Ouve-se e se olvida das inquietantes palavras em como, alegadamente, é a capital a emperrar o desenvolvimento das demais cidades. Sendo certo que é visível e desproporcional a quantidade de mão-de-obra empregada nos programas em curso na ilha de Santiago, soa, doutro, a ingratidão com que, por cá, muitos criticam a ilha – receptora de tantos e tantos que daqui partem pra ilha – à procura de melhores e maiores rendimentos.

É duramente criticável a forma como, uma grande franja da população mindelense, principalmente jovens entre os 16 e 35 anos encaram a vida por estas bandas; escusando-se numa aparente crise económica; quando, no fundo, são perceptíveis o descaso quanto ao presente e ao futuro.

 

A cultura do trabalho, por estas bandas, dá lugar a cultura do pedinte; interessado apenas e tão-só no “passa-sabe”. Nas fraldas (zonas circundantes ao centro da cidade) se observa o cenário deplorável em que a juventude se esmorece. Dum lado há uma considerável franja de jovens – promotores da cidadania participativa, doutro há aqueles que beneficiando dos programas de desenvolvimento comunitário andam à cata da “boca-livre” e/ou “bodji” (comida colectiva `c/ padjinha e grogue ao meio) do que propriamente interessados em libertar-se da inércia cultural em  que se encontram. Urge, pois, respostas à estes novos tempos – porque urge mudar!

 

Elisângelo Ramos

Jornalista

 



publicado por Elisângelo Ramos às 16:14

 O ministério da Cultura - de Mário Lúcio Sousa – aparenta aproximar do real valor da Cultura Nacional. Apetece dizê-lo: até que enfim um ministério que vá para lá do “mistério” que, desde a independência, tomara conta dos sucessivos governos e suas “apostas” no sector. Aquando do anúncio, pelo Primeiro-ministro, da integração de Mário Lúcio Sousa no seu elenco governativo, na cidade da Praia, pelo menos, as críticas eram-lhe negativas e severas.

 

As vozes da discordância com pouco optimismo encaravam a aposta de José Maria Neves; até porque a pessoa de Mário Lúcio estava relacionada com alguns eventos de resultados duvidosos. Nessa altura publicamos o perfil de Mário Lúcio, em tom destoante das negativas criticas que, então se ouvia, a respeito das reiais capacidades deste “independente – próximo ao PAICV” em assumir a política cultural do país. Em suma: dava-lhe como boa escolha.

 

Passado esse tempo vislumbra-se novo rumo, novas acções e, sobretudo, o pragmatismo de que tanto carecia o sector. A laia de exemplos, relembro, estão em curso vários programas de incentivo à criação, produção e promoção culturais. Mas é curioso que se dum lado se assiste à uma crescente dinâmica ao sector criativo e produtivo, doutro se apercebe das imensas dificuldades em que o governo vem demonstrando ao nível da preservação do património; quer seja construído ou espiritual. Incompreensível se nos reportarmos ao facto de este sector ter levado razoável parte do orçamento dos ministérios da Cultura; quer seja quando lá esteve o António Jorge Delgado (no tempo do segundo mandato do MpD), quer durante o segundo do PAICV, tendo a frente, Manuel Veiga.

 

O Património que “poucos” querem herdar

 

Agora, Mário Lúcio Sousa parece estar confrontado com situações herdados da anterior legislatura. Porque, em termos de património, sabe a pouco declarar o Centro Histórico do Mindelo património nacional; quando este podre património se agoniza e dá notícias de ruir. Quando parte considerável deste património é delapidada favorecendo o betão armado em novas infra-estruturas; que mesmo sendo públicas mereciam ser legado da actual geração.

 

As vindouras saberão que na Casa do Dr Adriano – futura Delegacia de Saúde de São Vicente – se cozeram histórias que lhes marcam o próprio passado?. Certamente que em recorrendo aos arquivos multimédia. Esta aparente e criticada falta de agilização nos processos de salvaguarda do património nacional é injustificável com meios financeiros.

 

Embora este seja um dos motivos é lamentável que mestrados (perto de 30) estejam noutras áreas; porque o ministério da Cultura finge estar sem verba para os contratar; quando o ministério do Ensino Superior e Inovação os forma e disponibiliza ao mercado. Outrossim: em Cabo Verde é palavra corrente e expressão de “ganha-votu” – a aposta nos jovens. Contudo é crível que a competência, a avaliação positiva (quando sem cartão de militante desse ou daquele partido no poder), o mérito e o zelo são valores que pesam e/ou deveriam decidir quem é nomeado para gerir esse ou aquele departamento estatal.

 

Em termos de nomeações nas Direcções e Presidências que estão sob dependência e/ou são departamentos do ministério da Cultura é de se concluir que se olvida este pormenor. Detalhe, cuja ignorância, tem ditado o desnorte em que, ainda, andam várias instituições tuteladas pelo ministro Mário Lúcio Sousa; sendo a salvaguarda do Património Nacional o cúmulo da inoperância.

 

Elisângelo Ramos, no Mindelo



publicado por Elisângelo Ramos às 16:12
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A Gala 'vozes Femininas' foi uma boa iniciativa. ...
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